zeldathemes
Tati Santana
Escritora de Quinta
Uma aquariana lunática que sonha em conhecer Paris. Estou no segundo ano de jornalismo, mas ainda não tenho certeza do que eu realmente quero da vida. Viciada em filmes, séries e livros, acho que no fundo eu procuro nas histórias as estórias que eu queria pra minha vida.
Pela janela, enquanto preparava algum congelado para o jantar, ela ouviu uns ruídos do lado de fora e não sabia se era a chuva que aumentara ou se era ele que chegara. A porta se abriu com um estrondo fazendo com que um prato caísse no pequeno balcão. Ele entrou como um raio, derrubando suas pastas e deixando seus projetos intermináveis se espalharem pela mesa, amaldiçoou aquilo também, mas foi com uma ira instável nos olhos falar com ela na cozinha.
— Quantas vezes eu tenho que dizer pra você estacionar o carro no lado direito ou esquerdo da garagem? Nunca no meio! Nós temos espaços para dois carros, mas você consegue a proeza de lotar a garagem só com seu carro. Olha a chuva que você fez eu pegar por estacionar o carro na rua!
— Nossa, oi pra tu também, dia estressante é? Desculpe se sou dona dessas proezas, mas já disse que não sou muito boa na baliza, tu sabe, já falei em aumentar a garagem… 
— Aumentar a garagem? Você já me fez comprar uma cama maior, falou em comprar um closet maior e uma tv maior. Agora a garagem também? É mais fácil você aprender a dirigir não acha?
— Mas o que aconteceu contigo hoje? A cama maior tu mesmo concordou comigo, vai me dizer que não gostou?
— Claro que gostei, eu posso dormir melhor sem você tentar me derrubar da cama por ser tão espaçosa.
— Falou o DVD da cama né?
— Já falei pra tu não usar essas gírias comigo. O que seria DVD?
— Deita, vira e dorme. — Um pano de prato é jogado na cara do marido revoltado.
— Você com certeza está aprendendo essas gírias moderninas nas fofocas daquele salão de beleza. A propósito, eu não gosto das suas amigas. Elas só sabem falar da vida dos outros. Enquanto os maridos as traem. Eu sei disso porque sou amigo deles.
— É? Já que está tão cheio de razão em relação as minhas amizades, o que podemos falar das tuas? Já que tu mesmo sabe que os “maridos” traem e blá blá blá - Ela imita a voz séria dele e começa a andar de um lado para o outro da cozinha - Tu trai também? Seus atrasos significam algo que eu deva me preocupar?
Por um instante a casa fica em silêncio, os dois se olham com tamanha intensidade parecendo conter as próprias respirações, ouvindo apenas o barulho da chuva lá fora e de um trovão que quebrou o silêncio entre eles… Com um suspiro ele dá a volta pela mesa chegando ao lado dela junto do balcão.
— Minhas amizades não definem quem eu sou. A única coisa que me define é tudo o que sinto por você. Desdo nosso primeiro beijo, eu sabia que você me pertencia e eu pertencia a você. Meus atrasos se devem a dedicação ao trabalho, para poder lhe dar tudo o que você pedir e ousar sonhar. Algo que possa ser equivalente a tudo o que você é e significa para mim. Todos esses seus erros e “proezas” que me fazem ficar apaixonado por você todas as manhãs de sol e todas as manhãs de chuva…
— Onde está o cara estressado que chegou aqui quase me jogando pela janela por eu não saber fazer uma bendita baliza?
— Eu faço uma declaração pra você e é isso que eu ganho?
De canto ela sorri, maliciosa, pensa em retrucar algo, mas ao ver ele sorrir também, a resposta que ela estava na ponta da língua se desfez. Ela puxa ele de leve pela camisa e ao beijar o canto da sua boca, sentiu o gosto da chuva que ele pegou por culpa da bendita baliza que ela errava por errar, sentiu um pequeno arrepio e um tal sentimento de culpa por ele ainda estar gelado e pelo tempo realmente estar frio lá fora. Mas quando ela beijou a ponta da sua orelha o mordeu, e sussurrou com um riso abafado:
— D-V-D
— DVD sim! Vou fazer você Deitar na cama, Virar seus olhos de tanto prazer, fazer carinho em sua nuca e lhe fazer Dormir depois de uma noite exaustiva e quente, apesar do frio e da chuva.
Dito isso ele a puxa pela cintura e a coloca em cima do pequeno balcão, onde ela entrelaça suas pernas em cima do seu quadril e o puxa como se ele pudesse ficar ainda mais perto dela. Ele desliza sua boca pelo seu pescoço, subindo pelo rosto até encontrar seus lábios e beija-la. Depois de um longo momento entre beijos e carícias, ele desliza sua mão pelas costas dela até chegar na sua coxa e parar ali… Ela encosta sua testa na dele, com a respiração meio que cortada, o olhar carregado de desejo e sorri de canto, olhando ele sorrir também, escutando a chuva diminuir lá fora e pensando em quantas vezes já haviam brigado por motivos idiotas. Ele, olhando ela sorrir, e sorrindo também, achando graça dela tentar esconder a respiração ofegante pra não demonstrar que tinha cedido pra ele, pensou no quanto gostava de a ver nervosa e teimosa daquele jeito, mesmo deixando ele completamente louco, na maioria das vezes. Mas ele gostava de se sentir assim. Era uma loucura cuja qual ele não queria encontrar a cura jamais. Amar aquela mulher do jeito que ele amava, era completamente fora do normal. (…) Lá fora, um leve clarão entrou pela janela e mostrou a eles que já estava anoitecendo e que alguém deveria de ir acender a luz da cozinha. Ela dá um último beijo, não tão intenso quanto o dele e diz:
— Acho que alguém vai ter que acender a luz, sabe?
Ele não acredita no que ouve e a morde.
— Você não vai começar outra vez, vai? 
(…) 
— por tati santana e sérgio thomaz

Pela janela, enquanto preparava algum congelado para o jantar, ela ouviu uns ruídos do lado de fora e não sabia se era a chuva que aumentara ou se era ele que chegara. A porta se abriu com um estrondo fazendo com que um prato caísse no pequeno balcão. Ele entrou como um raio, derrubando suas pastas e deixando seus projetos intermináveis se espalharem pela mesa, amaldiçoou aquilo também, mas foi com uma ira instável nos olhos falar com ela na cozinha.

— Quantas vezes eu tenho que dizer pra você estacionar o carro no lado direito ou esquerdo da garagem? Nunca no meio! Nós temos espaços para dois carros, mas você consegue a proeza de lotar a garagem só com seu carro. Olha a chuva que você fez eu pegar por estacionar o carro na rua!

— Nossa, oi pra tu também, dia estressante é? Desculpe se sou dona dessas proezas, mas já disse que não sou muito boa na baliza, tu sabe, já falei em aumentar a garagem… 

— Aumentar a garagem? Você já me fez comprar uma cama maior, falou em comprar um closet maior e uma tv maior. Agora a garagem também? É mais fácil você aprender a dirigir não acha?

— Mas o que aconteceu contigo hoje? A cama maior tu mesmo concordou comigo, vai me dizer que não gostou?

— Claro que gostei, eu posso dormir melhor sem você tentar me derrubar da cama por ser tão espaçosa.

— Falou o DVD da cama né?

— Já falei pra tu não usar essas gírias comigo. O que seria DVD?

— Deita, vira e dorme. — Um pano de prato é jogado na cara do marido revoltado.

— Você com certeza está aprendendo essas gírias moderninas nas fofocas daquele salão de beleza. A propósito, eu não gosto das suas amigas. Elas só sabem falar da vida dos outros. Enquanto os maridos as traem. Eu sei disso porque sou amigo deles.

— É? Já que está tão cheio de razão em relação as minhas amizades, o que podemos falar das tuas? Já que tu mesmo sabe que os “maridos” traem e blá blá blá - Ela imita a voz séria dele e começa a andar de um lado para o outro da cozinha - Tu trai também? Seus atrasos significam algo que eu deva me preocupar?

Por um instante a casa fica em silêncio, os dois se olham com tamanha intensidade parecendo conter as próprias respirações, ouvindo apenas o barulho da chuva lá fora e de um trovão que quebrou o silêncio entre eles… Com um suspiro ele dá a volta pela mesa chegando ao lado dela junto do balcão.

— Minhas amizades não definem quem eu sou. A única coisa que me define é tudo o que sinto por você. Desdo nosso primeiro beijo, eu sabia que você me pertencia e eu pertencia a você. Meus atrasos se devem a dedicação ao trabalho, para poder lhe dar tudo o que você pedir e ousar sonhar. Algo que possa ser equivalente a tudo o que você é e significa para mim. Todos esses seus erros e “proezas” que me fazem ficar apaixonado por você todas as manhãs de sol e todas as manhãs de chuva…

— Onde está o cara estressado que chegou aqui quase me jogando pela janela por eu não saber fazer uma bendita baliza?

— Eu faço uma declaração pra você e é isso que eu ganho?

De canto ela sorri, maliciosa, pensa em retrucar algo, mas ao ver ele sorrir também, a resposta que ela estava na ponta da língua se desfez. Ela puxa ele de leve pela camisa e ao beijar o canto da sua boca, sentiu o gosto da chuva que ele pegou por culpa da bendita baliza que ela errava por errar, sentiu um pequeno arrepio e um tal sentimento de culpa por ele ainda estar gelado e pelo tempo realmente estar frio lá fora. Mas quando ela beijou a ponta da sua orelha o mordeu, e sussurrou com um riso abafado:

— D-V-D

— DVD sim! Vou fazer você Deitar na cama, Virar seus olhos de tanto prazer, fazer carinho em sua nuca e lhe fazer Dormir depois de uma noite exaustiva e quente, apesar do frio e da chuva.

Dito isso ele a puxa pela cintura e a coloca em cima do pequeno balcão, onde ela entrelaça suas pernas em cima do seu quadril e o puxa como se ele pudesse ficar ainda mais perto dela. Ele desliza sua boca pelo seu pescoço, subindo pelo rosto até encontrar seus lábios e beija-la. Depois de um longo momento entre beijos e carícias, ele desliza sua mão pelas costas dela até chegar na sua coxa e parar ali… Ela encosta sua testa na dele, com a respiração meio que cortada, o olhar carregado de desejo e sorri de canto, olhando ele sorrir também, escutando a chuva diminuir lá fora e pensando em quantas vezes já haviam brigado por motivos idiotas. Ele, olhando ela sorrir, e sorrindo também, achando graça dela tentar esconder a respiração ofegante pra não demonstrar que tinha cedido pra ele, pensou no quanto gostava de a ver nervosa e teimosa daquele jeito, mesmo deixando ele completamente louco, na maioria das vezes. Mas ele gostava de se sentir assim. Era uma loucura cuja qual ele não queria encontrar a cura jamais. Amar aquela mulher do jeito que ele amava, era completamente fora do normal. (…) Lá fora, um leve clarão entrou pela janela e mostrou a eles que já estava anoitecendo e que alguém deveria de ir acender a luz da cozinha. Ela dá um último beijo, não tão intenso quanto o dele e diz:

— Acho que alguém vai ter que acender a luz, sabe?

Ele não acredita no que ouve e a morde.

— Você não vai começar outra vez, vai? 

(…) 

— por tati santana e sérgio thomaz